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Turismo atenua crise na Europa

O crescimento do turismo na Europa está contribuindo para atenuar os efeitos da crise econômica no continente, principalmente nos países mais afetados, como Grécia, Espanha, Portugal e Itália.

"Em vários países europeus, é o consumo externo, dos turistas, que ajuda a compensar a falta de demanda interna, provocada pela crise", disse à BBC Brasil Sandra Carvão, diretora de comunicação da OMT (Organização Mundial do Turismo).

A contribuição da atividade turística para o desenvolvimento econômico é o tema da reunião, nesta terça-feira, em Paris, de ministros do Turismo do G20, grupo que reúne as economias avançadas e principais emergentes, entre elas o Brasil.

"O turismo internacional funciona como uma atividade de exportação, permitindo a entrada rápida de divisas, e ajuda a atenuar os déficits da balança de pagamentos", afirma a porta-voz.

PESO DO TURISMO

O turismo tem um peso importante na economia de vários países europeus. Na França, país mais visitado do mundo, segundo a OMT, a atividade representa entre 6% e 7% do PIB, o "equivalente da indústria automobilística", segundo o governo.

Em Portugal, o turismo totaliza cerca de 11% do PIB. Na Grécia, ele representa 16% do PIB e é um setor estratégico para uma economia em agonia. Por este motivo, o governo grego declarou que aposta nesta atividade neste ano para tentar tirar o país da recessão.

Segundo dados da OMT, divulgados neste mês de outubro, o turismo na Grécia cresceu 13,9% nos primeiros oito meses de 2011 na comparação com o mesmo período do ano passado.

Na Espanha, quarto país mais visitado do mundo, o fluxo de turistas estrangeiros já cresceu 7,8% em 2011. Em agosto, alta temporada de verão, o aumento no número de visitantes foi de 9,4%.

Em Portugal, outro país fortemente afetado pela crise das dívidas soberanas na Europa, o número de turistas internacionais cresceu 11,2%. Na Itália, o crescimento foi de 5,8%.

Na Europa em geral, o aumento do número de turistas é de 6% neste ano, segundo a OMT. A região em que o turismo mais cresceu no período foi a América do Sul, que registrou um aumento de 13,2%.

GASTOS DOS BRICS

Há diferentes fatores que explicam o crescimento das viagens na Europa. O primeiro é o fato de que turistas de países europeus como a Alemanha passaram a viajar mais em 2011 na comparação com 2010. Os alemães são os turistas que mais gastaram no mundo neste ano, segundo a OMT.

O segundo fator são os protestos em países árabes como a Tunísia e o Egito, que atraem tradicionalmente os turistas europeus, além de temores em relação ao Marrocos, onde ocorreu um atentado a bomba em abril passado.

De acordo com a OMT, 80% dos turistas que visitam países europeus são originários do próprio continente. Os emergentes têm uma participação no crescimento do turismo na Europa, mas a proporção desses visitantes no fluxo de entradas é bem mais limitada do que a dos europeus.

Os turistas de países emergentes, no entanto, não medem gastos nas viagens e se tornaram uma clientela alvo do setor em países como a França.

As despesas de turistas brasileiros no exterior aumentaram neste ano 44,2%, atingindo US$ 16,4 bilhões, segundo a OMT.

Os gastos de turistas chineses cresceram 30,2% e, dos russos, 21% em 2011.

"A clientela de países como o Brasil, Rússia, China e Índia é muito importante para o turismo francês. Os gastos individuais desses turistas são bem superiores e a estada no país é mais longa do que a dos europeus", disse à BBC Brasil uma fonte do ministério do Turismo da França.

ESTÍMULO AO TURISMO

Para estimular o turismo, o governo francês começou a implantar neste ano um sistema para melhorar as informações para os estrangeiros nos aeroportos e transportes e também para agilizar a passagem nas fronteiras.

Segundo a porta-voz da OMT, as limitações em termos de orçamento público na Europa podem levar os governos a rever estratégias de promoção do turismo no exterior.

"Se há menos recursos para campanhas, os ministérios vão apostar nos países onde as pessoas viajam mais ao exterior", diz ela, incluindo os emergentes na lista de prioridades.

Fonte: FOLHA.com BBC Brasil-Paris – 25/10/2011

 

 

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